terça-feira, 30 de junho de 2015

apelo a sugestões


sendo que os DVDs do Noddy desapareceram e que apanho seca com os filmes da Barbie, alguém quer deixar sugestões de filmes se faz favor?
obrigadinhas
p.s. não tem de ser necessariamente do calibre "era uma vez", estou apenas a aproveitar para repetir o link tongue emoticon

curtas

o pai goza comigo e ela diz: oh, paiiii!
e eu penso "oh, que querida, a defender a mãe"
o pai pergunta-lhe: o quê?
ela responde: não se goza com as pessoas mais velhas

curtas

2º dia de férias e os meus filhos estão a brincar aos professores

curtas

É bem certo que cada um é como é, e tal, mas eu tenho de desabafar: o Noddy é um sonso.
E uma seca.

curtas

Com a chegada dos meus filhos, em idade escolar, o Acordo Ortográfico entrou na minha vida

curtas

que tipo de mãe és: daquelas que vão roubar chocolates aos filhos depois de os deitar. shiu.
2 ou 3 coisas sobre a escola:

# eu seria uma mãe muito mais feliz se não existissem tpcs

Não é que me custe pôr os meus filhos a fazer os tpc, são responsáveis e nem sequer tenho de os mandar ir fazê-los. O meu filho diz sempre que é pouco – “São só três fichitas”.
Também não é por achar que as professoras estão a tentar que os ensinemos em casa, é mesmo porque “tem de ser”. Aliás, pedem-nos sempre para não lhes dar as respostas e tentar reduzir ao mínimo a forma como os apoiamos nessas tarefas em casa.

É pelo tempo para brincar, e fazer outras coisas igualmente divertidas, que os miúdos acabam por perder em prol dos tpc

# os meus filhos devem ter as melhores professoras de sempre. Com elas ninguém faz farinha mas também não vão dali sem um carinho. My kind of gals.

Nunca tinha pensado no descanso que é ter uma professora assim. Sinto-me mesmo muito grata por isto.

São amorosas e ferozes, como escreveu uma menina da sala dele “A minha professora é linda e minha amiga, a minha professora ensina-me muitas coisas, a minha professora é muito feroz” tongue emoticon

# já fui a algumas reuniões só de pais e outras com as professoras e os pais e tenho a dizer que fiquei surpreendida pela positiva, sim senhora, nunca pensei

sempre tive das reuniões de pais uma ideia de serem uma espécie de “reunião de condomínio”, mas tenho tido muita sorte até agora, tudo gente muito cordial, uns mais calados outros mais faladores, mas todos participantes, ninguém a armar ao pingarelho

# quem me dera poder escolher uma método de ensino diferente – mas não me perguntem qual que não sei, seria algo em que o potenciar das capacidades dos pequenos não estivesse limitado a este formato tão formal que inventámos

vejo muito potencial na miudagem toda que fica pelo caminho neste modelo de ensino que temos

# que fixe que, sem querer – porque nem sequer pensámos nisso, os meus filhos foram parar a uma escola pública pequena e bastante heterogénea nas “origens” dos alunos

só depois de os ver lá dentro e começar a olhar para o lado me dei conta a sério disto e da sua importância

# não obstante muitas coisas que se podem apontar e que devem melhorar, sempre adorei a escola e revivo agora esta sensação tão boa, porque a minha gente gosta da escola (so far)

Com a água que tem passado debaixo desta ponte, ter as professoras como as nossas aliadas principais de dia-a-dia e encontrar na escola um porto seguro é algo que não tem preço.

O nosso telefone tocou!

Olá a todos,
Esta é a nossa família.
Um sonho tornado realidade com a chegada da Magnólia e do Chaparro Júnior.

Eis-nos num desenho feito pela Magnólia no dia seguinte ao nosso primeiro encontro, em Outubro de 2014.
A Magnólia tem 10 anos e o Chaparro Júnior tem 7 anos (feitos já connosco).
Apreciem a bela imagem, depois vimos deixar-vos um resumo dos últimos meses e segue-se uma corrida a actualizar-vos com fotos de tipo gato-escondido-com-o-rabo-de-fora e textos que fomos escrevinhando.
Até já!
Cipreste e Chaparro, muito orgulhosos



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nós e este blog

Na primeira pessoa do singular
Cipreste, porque afinal sou a mais faladora deste blog :)

Escrevo este texto no rescaldo de grandes eventos nas nossas vidas e da vontade de escrever sobre esses e outros assuntos.

Escrevo este texto porque é uma coisa que eu faço: escrever textos.
Não me estou a justificar, estou a fazer outra coisa que faço amiúde: questionar-me.
Enquanto escrevo, tenho ideias já formadas, formo ideias novas, mudo de ideias, transformo certezas em incertezas e vice-versa. São as minhas ideias e as minhas opiniões e é tudo parte de um processo dinâmico. Aceito e assumo mudanças de perspectiva. Não tenho intenção que alguém viva sob os meus princípios. Aceito opiniões respeitosas. Aceito discordar. Aceito críticas e sugestões. Não aceito imposições e não tenho muita paciência para pessoas que revelam não estar disponíveis para sair das suas zonas de conforto e olhar outros cenários. Detestaria que toda a gente fosse como eu, gosto que o mundo seja diverso. Estou nisto como no resto, com uma ética de vida que pressupõe fazer o bem (seja lá o que isso for, não é?). Os efeitos de quem venha tresler são da inteira responsabilidade de quem o faça.

Este texto serve também para organizar ideias sobre privacidade e partilha.
Não gostando muito de epítetos, mas de forma a facilitar a expressão, digamos que sou uma pessoa extrovertida e muito aberta, gosto muito de conversar, adoro conversar, adoro relacionar-me com o outro. Isto não faz de mim uma pessoa que não goste de estar sozinha: eu gosto – muito – de estar sozinha e não me rodeio de pessoas para mascarar inseguranças e outras dificuldades que uma psicologia de almanaque pretendesse diagnosticar.
Portanto, sou uma pessoa extrovertida e muito aberta, gosto muito de conversar, adoro conversar, adoro relacionar-me com o outro, mas isso não faz com que tudo o que partilho seja tudo e o todo sobre mim e sobre a minha vida, nem quer dizer que o que se possa ler escrito por mim, na primeira pessoa, permita um conhecimento de mim, da Cipreste. Acima de tudo, o que me importa é assumir tudo o que escrevo aqui perante os meus. Uma vez mais, não, não me estou a justificar por expôr pormenores e pensamentos, estou a fazer outra coisa que faço amiúde: questionar-me. Quem sabe um dia algo me leve a mudar de ideias (lá está) e decida ser imperioso apagar isto tudo.


Na primeira pessoa do plural
Posto isto, este texto serve também de explicação e apelo.

Explicação - estas pessoas que poderão ler aqui também somos nós mas não é tudo sobre nós, falta aqui a pele, o olhar, a voz e tanto mais. O que poderão ler aqui é apenas uma parte das nossas vivências e ideias, tirar daí conclusões sobre as nossas pessoas será porventura precipitado e decerto incompleto.

Apelo - acaso consigam, através da leitura de eventos ou das imagens aqui partilhadas, identificar-nos, por favor, não revelem publicamente a nossa identidade porque:
- Alguém pode ter a veleidade de fazer a confusão que tentamos evitar com a explicação dada sobre achar que fica a saber tudo sobre nós e as nossas vidas
- Se escrevemos aqui de forma anónima é porque é assim mesmo que desejamos estar aqui ;)
- Existem situações específicas e sérias que exigem que nenhum de nós esteja identificado

Somos pessoas que escrevem. 
E assim se vai alimentando este blog, um texto de cada vez, uma reflexão de cada vez, uma partilha de cada vez.
E o nosso desejo para com quem está aí desse lado é que desfrutem. Se assim o desejarem, conversem connosco, partilhem de volta com outras experiências, etc.
E, se por um acaso nos identificarem, venham dizer-nos olá :) Pode ser através do endereço odiatesejalimpo@gmail.com ou através dos contactos pelos quais nos conhecem ;) Acima de tudo, pedimos-vos discrição.
Obrigado,
Esta família de árvores

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Queremos regressar

Olá,
Estamos a tentar encontrar a forma mais confortável para regressar:
sim, já somos pais, pais muito felizes e orgulhosos.

Já cá voltamos para apresentar a nossa descendência.
Até já. Ou até logo.
Tenham paciência.
Agora fazemos tudo mais devagar.

Um abraço,
Cipreste e Chaparro


edit: ao publicar o post, percebemos que passam exactamente 8 meses desde a última vez que cá estivemos... ena!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

só porque sim

Já disse que não comprarei nada além de livros, antes do grande acontecimento. Apenas... estava  a olhar o site do ikea e isto surgiu à frente dos meus olhos. Não adicionei ao carrinho de compras: palavra de Cipreste.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

das milhentas coisas que me amedrontam

«Becoming a family
It may take months or years for an older child and his family to fully adjust to one another. Many parents report that they acted as if they loved their child long before they felt that love. Margolese says, “You have to get to know each other and adjust to personalities, tastes, and routines. It is a huge adjustment for both sides, and you should expect some bumps. I think some transitions are difficult because parents are not realistic about what to expect. No transition will be free of problems.»
(lido ali)


Dentro daquilo que não sabemos sobre aquilo em que nos vamos meter, é isto que me assusta, este desconhecido que não tenho como conhecer até estar lá, até chegar a esse dia. E nada podemos fazer para antecipar este conhecimento. É uma das ansiedades que se associa á da espera: se todas as histórias de adopção implicam dificuldades, quais serão as que nos vão "calhar"?

Tentar não pensar nisto é como "chover sobre o molhado", não nos leva a lado algum e só serve para aumentar angústias. E assim temos de ir andando, enquanto não sabemos, de facto, em que estaremos metidos.
:)
Que venha daí, é a única resposta possível.

Cipreste

compaixão. firmeza. pro-actividade.

Partindo do princípio de que não há receitas ideias e/ou 100% eficazes no que respeita a educação parental na adopção, vou coleccionando algumas e fazendo a minha "manta de retalhos".
Gosto desta máxima: Tenha compaixão. Seja firme. Seja pro-activo.

Cipreste

sábado, 11 de outubro de 2014

ReMoved - parte II


Olá,
Lembram-se deste filme? Pois bem, os seus autores querem ir mais longe e estão a precisar de financiamento, para isso, lançaram esta acção de crowdfunding. Já agora, podem fazer "like" na sua página ;)
Beijinhos,

Cipreste e Chaparro

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ninho vazio

Com todo o respeito pelos pais que estão a passar pelo "verdadeiro" síndrome do ninho vazio, é assim que me sinto: o meu ninho está vazio e os meus pardalitos tardam em chegar a casa.


E assim me vou deitar. Passo pelo quarto vazio e, uns dias, olho o quarto deles (ou dele, ou dela, ou delas), outros dias não olho. 



Enfim, boa noite,

Cipreste


p.s. a propósito, numa pesquisa, fui dar a este trabalho muito interessante, vale a pena clicar ;)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

estou aqui

Apenas um pouco mais ocupada do que habitualmente. Ando de volta dos recados que listei ali e - três vivas! - estou a conseguir fazer tudo. Ainda pensei que que fosse deixar alguma coisa para trás, mas não, e vou repetir porque me vai saber bem: estou a conseguir concretizar o montão de compromissos assumidos.

A parte mesmo boa disto tudo é que não está a ser às custas de sacrificar o tempo da família. Depois dos aniversários da Princesa e do Freixo, não falhámos* o da minha mãe, o do meu pai e o da minha mana.
A disposição de todos está a melhorar em escadinha, o meu pai, que me estava a parecer entrar em depressão (perfeitamente compreensível considerando o que se está a passar na sua vida) foi melhorando a sua disposição de aniversário para aniversário. No da minha mãe, deixou-me o coração afundado ver uma pessoa tão resistente, sempre tão de bem com a vida assim desanimado, triste. No seu aniversário, já estava mais bem disposto e no da minha irmã atá cantámos todos à mesa - extra o parabéns, entenda-se :)
Deve haver tempo e lugar para tudo, eu sei. E uma data vale o que vale, mas custa muito ver alguém triste num aniversário, principalmente quando essa pessoa é o nosso pai querido.

Bom dia a todos e desejos de uma óptima semana,
Cipreste



*sempre são cerca de 100km para cada lado

terça-feira, 23 de setembro de 2014



Se a ideia dos chineses da antiguidade de que não nascemos completamente humanos, mas antes que nos tornamos humanos à medida que nos cultivamos, e às nossas relações com os outros, está correcta – e que o façamos num mundo tão hostil e ameaçador em que os acontecimentos tomam rumos terríveis e em que aquilo que conseguimos controlar é muito limitado – então, o cuidar é uma daquelas relações e práticas de auto-cultivação que nos torna, mesmo quando experimentamos os nossos limites e falhas, mais humanos.

Arthur Kleinman, 2010

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Chegou o nosso certificado

Com 6 meses de atraso em relação ao prazo legal, ou seja, datado do dia em que fez 1 ano da candidatura, mas isso agora não interessa para nada.
São duas folhas. Uma diz “notificação de selecção”, a outra diz “Certificado de Selecção de Candidato a Adoptante” e reza assim:

«Certifica-se que nos termos do disposto no nº 3 do art. 6º do Decreto-Lei nº 185/93, de 22 de Maio, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 120/98, de 8 de Maio e pela Lei nº 31/2003, de 22 de Agosto, Chaparro e Cipreste residentes no Que o Dia Te Seja Limpo, foram seleccionados como candidatos a adoptantes, por decisão do Exmo. Senhor Director Distrital de Segurança Social.»
Assinado e com carimbo branco e tudo e tudo.

Registe-se: temos o papel!



Estais, portanto, perante duas pessoas certificadas a nível Estatal para serem pais. Duas pessoas que nunca pensaram ficar com os olhos marejados de lágrimas, ao abrir a caixa de correio, só por causa de um papel.

Cipreste e Chaparro