De pequenino se torce o coração
dia 1
ele: A MB anda sempre atrás de mim, é um castigo!
eu: Está apaixonada por ti?
ele: Sim.
eu: E tu também gostas dela?
ele: Eu não!
dia 2
ele: A MB não me larga!
eu: Será que não gostas nem um bocadinho dela?
ele: Eu não!
dia 3
eu: O que estás a fazer?
ele: Um livro.
eu: Ah, que giro, e para quem é?
ele: Para a MB.
(acresce a informação de que a capa do livro estava crivada de corações)
Entretanto, contabiliza as namoradas, diz que foram 12 só este ano lectivo (incluíndo uma menina da 3º ano) :/
sábado, 4 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Conselhos totalmente grátis
Hoje começamos esta rúbrica muito atrevida: conselhos básicos não solicitados.
Porque sim. Ao estilo pouco modesto de "quem vos avisa, vossa amiga é".
Porque sim. Ao estilo pouco modesto de "quem vos avisa, vossa amiga é".
Primeiro conselho, dirigido a candidatos à adopção:
Confiem na vossa equipa de adopção e estejam disponíveis para observar os eventos por todas as perspectivas possíveis. Tenham a mente aberta. Sejam sinceros e não tentem esconder informações ou dúvidas por receio que possam ser utilizados contra vós. Não fujam. Não tenham medo de considerar hipóteses justificativas que normalmente não seriam contempladas no vosso círculo de reflexão. A equipa é o vosso grande aliado e será porventura quem melhor compreenderá as vossas dificuldades.
Acima de tudo, não se esqueçam que na adopção os comportamentos de todos, e especialmente das crianças, não podem nem devem ser lidos pelo mesmo manual do que o de crianças não-adoptadas.
Sim, educar um filho por adopção tem diferenças e elas devem ser consideradas, o que não significa que os filhos sejam tratados (ou amados, é melhor deixar a ressalva para alguém mais sensível) de forma diferente do que "outros" filhos.
Portanto...
Confiem na vossa equipa de adopção e partam para a adopção com a mente aberta

Para muitos utilizadores como nós o feed do facebook funciona como um aviso de actualização de sites que seguimos. Por isso, resolvemos criar uma página para o blog. É apenas mais uma ferramenta para facilitar a comunicação e nós temos o vício de facilitar a comunicação :)
Estamos aqui. Até já.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
8 meses
Tenho tanto para vos contar que é difícil decidir por onde começar. Os últimos 8 meses foram muito intensos - tão difíceis e tão especiais. Resolvi começar com isto que escrevi e dediquei à minha família no dia em que entregámos no Tribunal de Família e Menores a petição para a adopção plena dos nossos filhos. É uma espécie de exercício em forma de resumo poetico-prático:
Superior Interesse do Amor
Outubro
O telefone tocou
Magnólia e Chaparro Júnior
A hora em que nos vimos pela primeira vez
Papá, mamã
Filha, filho
A vinda para casa
A primeira noite
O primeiro choro
A primeira dor
O primeiro dia de escola
O medo a instalar-se dentro de todos nós
Novembro
Conhecer o mano mais velho e a paixão imediata
Viva a capacidade de amor das crianças
Tios, primos, avós – e a última fotografia tirada com o meu pai
E o resto da vida a acontecer
O primeiro internamento do avô, duas semanas após estarmos juntos
Prepararmo-nos para o pior
Disse o médico
Preparar a rede para o pior
Conhecer a família alargada
Conhecer os amigos dos pais
Os primeiros recados na caderneta dele
A primeira chamada da professora à escola
Dezembro
O segundo internamento do avô
A dor dos dias seguintes
O testemunho do último suspiro do meu pai querido:
Adeus, paizinho,
Não vás, por favor, não vás
Até sempre, paizinho
O pai que os foi buscar ao campo de férias do Natal e lhes disse
“O avô foi embora, nunca mais vai estar connosco”
E a dor dos dias seguintes
O funeral a assinalar o nosso aniversário de casamento
As datas, sempre as datas
Ficarem ao cuidado da família alargada, sem ainda terem estado longe de nós
Os dias seguintes
O meu aniversário e um bolo absurdo com velas
E o Natal mais triste de sempre
(Era para ser o Natal mais feliz de sempre)
O Natal mais triste de sempre
As datas, sempre as datas
E os foguetes de ano novo que se ouviam
Na casa onde o silêncio reinava entre as nossas lágrimas
As datas, agora a contar para trás no que é a memória do meu pai
E o resto do mundo, ingrato, que não parou solenemente
E um Inverno duro e confuso
Os dias mais confusos de sempre
Cheios de medo e incompreensão
A questão: como era possível que aquilo fosse o resultado da minha busca de vida
Janeiro, Fevereiro
Tanta dor
Tanta força a ser necessária
E o amor a tentar pôr-se em bicos dos pés
E os dias com as suas coisas práticas a intrometerem-se
Era necessário assegurar
Refeições, roupa, trabalhos de casa, educação, regras, estabilidade
Amor
E a negridão a aproximar-se para dentro de mim
(Mas o amor já estava em bicos dos pés)
E precisar de ouvir: estão a fazer um bom trabalho
Precisar de votos de confiança, receber silêncio e ausências
Eu caio
E, um dia, receber uma carta generosa
De uma pessoa inesperada
(És uma boa mãe)
Guardar essa carta como um tesouro
E dar graças pelas pessoas bondosas
Levanto-me e grito
Deixo de precisar daqueles que não fazem um extra mile
Nem geográfico, nem emocional
Hoje e para sempre
Contar comigo e com o meu amor
E com as pessoas bondosas
Compaixão e saber perdoar
Março
Dizemos em voz alta: somos um rochedo
«Somos um rochedo.»
O primeiro dia do pai
E o amor
«O amor.»
Abril
Ele faz anos
Nós desdobramo-nos para lhe mostrar: amamos-te
Muito
Três festas: uma no dia, com os amiguinhos
Outra no Sábado seguinte, com os familiares
E no primeiro dia de aulas após as férias da Páscoa
Três festas, três bolos
E ele segue, com o terceiro bolo, a caminho da escola
Com a ajuda do pai, e diz-lhe:
A mãe é uma pessoa amorosa a fazer bolos de anos.
Confirmo o meu sonho:
Ser uma mãe-sempre-em-casa
Mas não posso
Regresso ao trabalho
Regressam alguns pesadelos nocturnos
Resolve-se com dormidas a quatro
Madrugada fora
Viva a cama dos pais
Abaixo quem julga as opções alheias
Ainda Abril:
Os nossos corações dão de si
Libertos do medo
Serenos
Maio
O primeiro dia da mãe
E o amor
Recebo outra carta: dela
«Mãe», diz-me ela, «amo-te»
Duas páginas repletas de juras de amor
Trago-a comigo, para ler em momentos de medo
Serenidade em pleno
Nos corações
Todos
Nos nossos sorrisos
Nos abraços matinais
Viver, agora e para sempre
Até que a morte nos separe
Junho
Ufa, a canseira de final de ano
Somos, como suspeitávamos que iríamos ser,
Pais participantes, lavamos tachos
Servimos sardinhas no arraial da festa de fim de ano
E saímos da escola à meia-noite
Damos um duche a duas crianças felizes que se deitam
Consoladas
Para ter sonhos bons
Abaixo os pesadelos
Lemos cerimoniosamente, na petição ao tribunal,
Escrita com a ajuda da jurista da nossa equipa de adopção:
Superior Interesse da Criança
E choramos
Da solenidade e da verdade
Desta expressão escrita agora dentro da história das nossas vidas
Tantas primeiras vezes, verdades e erros,
Tudo junto e plenamente humano
No superior interesse do amor
Hoje e para sempre
Que a morte só há-de separar-nos dos nossos abraços.
Cipreste
![]() |
| faltam aqui as patinhas do Freixo :) |
terça-feira, 30 de junho de 2015
curtas
Ouvir os filhos a "brincar aos adultos" pode ser um bocado assustador. Quando mimetizam situações de stress, uma pessoa fica ali uns segundos na expectativa de os ouvir a reproduzir as barbaridades que, às vezes, damos por nós a dizer-lhes tongue emoticon
Para já, tenho suspirado de alívio, parece que têm bons filtros
Para já, tenho suspirado de alívio, parece que têm bons filtros
tudo ao molho
uma página que não se percebe muito bem o que é, tendo como apresentação a seguinte mensagem «Somos por uma educação centrada na individualidade de cada ser que, promova a autonomia, criatividade e cooperação entre pessoas e em amor com a Natureza.», sem outros dados, tendo como imagem de "cover" uma daquelas citações erradamente atribuídas, não inspira muita confiança, mesmo sendo "pelo coração"
curtas
portanto, tenho dois filhos mas quem fica de castigo porque não deixa os outros brincar... é o gato squint emoticon
«oh, mãe, o Manji está a roubar-nos os brinquedos outra vez!"
«oh, mãe, o Manji está deitado em cima dos brinquedos outra vez!"
«oh, mãe, o Manji passou por cima dos brinquedos outra vez!"
and so on
^.^
«oh, mãe, o Manji está a roubar-nos os brinquedos outra vez!"
«oh, mãe, o Manji está deitado em cima dos brinquedos outra vez!"
«oh, mãe, o Manji passou por cima dos brinquedos outra vez!"
and so on
^.^
curtas
Eu diria que é um exagero a quantidade de ovos e coelhinhos de chocolate que os meus filhos receberam. Diria mas não digo
Ainda Abril
Há um ano comemorávamos. "Só nós" foi o único desejo dos meus pais para festejar as suas bodas de ouro. E foi lindo. 50 anos de união é obra feita.
Hoje, enfim, hoje resta-nos apenas recordar. Recordar é pouco, não chega. Nada chega para ocupar uma ausência que ocupa tanto espaço.
Hoje, enfim, hoje resta-nos apenas recordar. Recordar é pouco, não chega. Nada chega para ocupar uma ausência que ocupa tanto espaço.
Tanto e tão pouco e outros dias
(peças não tão soltas assim)
# o filho diz que vai dormir no céu quando vê que virei o edredon para o lado com estrelas
# o filho diz que se encontrará com o avô, lá no céu, durante o sono
# uma canção cujas primeiras palavras perdem a inocuidade porque me levam para as 4 da manhã da malograda madrugada de Dezembro
# pedir ao filho que diga ao avô que tenho saudades dele (e que lhe entregue um beijinho meu)
# pensar no que devia importar mais e desejar que abolissem os tpc
# o filho que aponta uma estrela do edrdeon e me descansa, que sim, que entregará a mensagem ao avô e aponta de novo a estrela “é ele” diz, em sussurro
# confirmar certas crenças e desejar que abolissem as provas nacionais
# assistir ao clube de leitura na escola e sentir as lágrimas correr pela face, voluntariosas lágrimas
# no dia seguinte, o filho diz “ah, é verdade, estive com o avô este noite e ele disse que também tem muitas saudades da filha dele e manda um beijinho”
# pensar na compaixão, e voltar a pensar (arrumar e desarrumar ideias, sempre)
# e completa “ele também tem muitas saudades da avó Bia”
# e eu penso que algo só pode estar certo neste momento, não obstante a tal madrugada que modificou a canção
# a expressão “cuidar dos vivos”
curtas
O meu filho a ver desenhos animados e a tentar ler os genéricos e a fazer, em silêncio, sinal de "thumbs up" ou a cerrar os punhos, conforme a cena corre bem ou mal, é heart emoticon
pai
o meu pai partiu
algumas canções mudaram para sempre
Getting close by going far away
Going far by staying here
To the kind of place
Where loneliness ‘s travelling best
Leaving ill and well alone
If all fails
All fails
Let the clock strike upon this resting hour
For now
For now
Leaving point despair
Leaving point hope
Getting lost to find a way back home
Getting back by letting go
Make another thought fall
In the flow of things
And death is just a breath away
But so is life
Saying this, but knowing not
Which scares the most
For now
For now
Leaving point despair
Leaving point hope
Whatever worry
running through the veins
When you go, we go
Whatever worry
Raise the flair
When you’re there
You’re there
Getting close
Abandoning point home
Leaving point despair
Looking up from the rush of things
in the point of life
that is now
a point of life
algumas canções mudaram para sempre
Getting close by going far away
Going far by staying here
To the kind of place
Where loneliness ‘s travelling best
Leaving ill and well alone
If all fails
All fails
Let the clock strike upon this resting hour
For now
For now
Leaving point despair
Leaving point hope
Getting lost to find a way back home
Getting back by letting go
Make another thought fall
In the flow of things
And death is just a breath away
But so is life
Saying this, but knowing not
Which scares the most
For now
For now
Leaving point despair
Leaving point hope
Whatever worry
running through the veins
When you go, we go
Whatever worry
Raise the flair
When you’re there
You’re there
Getting close
Abandoning point home
Leaving point despair
Looking up from the rush of things
in the point of life
that is now
a point of life
Adoro animais. Quando era miúda, havia quem me chamasse "Maria dos cães", na minha rua, porque andava sempre com uma matilha de cães vadios atrás de mim. Adoro o meu gato, gosto mais dele do que de muita gente. Tenho dito, é verdade. Chorei que me desunhei de cada vez que me morreu cada um dos companheiros de 4patas que já tive. E não me venham cá com histórias da longevidade do meu Manjerico que eu não quero saber: vamos morrer juntos, muito velhinhos.
MAS deixemo-nos de m*rd*s, um cão não é o mesmo que uma criança
Este vídeo é simplesmente estúpido. É uma ofensa a crianças - pessoas, que já passaram pelo drama do abandono. Idiotas. Misantropos de m*rd*!
E, já agora: não sou daquelas pessoas que desconfia de quem não gosta (aprecia) animais e vice-versa.
MAS deixemo-nos de m*rd*s, um cão não é o mesmo que uma criança
Este vídeo é simplesmente estúpido. É uma ofensa a crianças - pessoas, que já passaram pelo drama do abandono. Idiotas. Misantropos de m*rd*!
E, já agora: não sou daquelas pessoas que desconfia de quem não gosta (aprecia) animais e vice-versa.
curtas
Tenho amigos que se queixam dos filhos não falarem, de não dizerem o que se passa na escola, etc. É bem certo que os meus ainda não chegaram à idade do armário e eu sei que um dia vou ter saudades do tempo em que me contavam tudo. Mas também não é preciso exagerar. São tramelas como a mãe, não sabem fazer resumos tongue emoticon
Reparem, à mesa, o pai conta qualquer coisa sobre o seu dia, depois a irmã, ao que ele pergunta se queremos saber como foi o seu dia. Respondemos que sim. E ele começa:
- Então, de manhã, começámos por escrever a data, depois escrevemos o sumário...
Reparem, à mesa, o pai conta qualquer coisa sobre o seu dia, depois a irmã, ao que ele pergunta se queremos saber como foi o seu dia. Respondemos que sim. E ele começa:
- Então, de manhã, começámos por escrever a data, depois escrevemos o sumário...
dia da criança
(post pouco ortodoxo para o dia da criança)
eu (indisposta à custa dos abusos de fds): não consigo almoçar, acho que vou fazer um chá de limão
filho: e se fosse um gin, mamã?
eu (indisposta à custa dos abusos de fds): não consigo almoçar, acho que vou fazer um chá de limão
filho: e se fosse um gin, mamã?
dia da criança
Das coisas que nos povoam o pensamento - nós, aqueles cujo pensamento tem caminhos paralelos para sobreviver a ausências: Hoje, o meu pai teria perguntado à minha mãe «o que é que compraste para dar aos meninos?».
e damos por nós
e damos por nós a olhar para o lado e a perceber onde encaixam as peças
e conformamo-nos
com os dias inacabados,
com os planos que ficam pelo caminho,
com palavras fora do sítio, com o que não foi feito no início deste mundo
e com o que foi feito sem contar, sem sonhar, sem querer
e com o mundo que ficou pelo caminho e que não pudemos embalar
porque o que paira no ar não se diz de repente, antes sente-se, vive-se
e damos por nós a sorrir aos planos que ficam na gaveta, foi tão bom sonhá-los e ter agora a serenidade para os largar
damos por nós num lugar tão acertado, mesmo naquilo que sai de fazer das tripas coração, porque I bet we been together for a million years
é absolutamente *fascilante* (citando o meu filho)
e conformamo-nos
com os dias inacabados,
com os planos que ficam pelo caminho,
com palavras fora do sítio, com o que não foi feito no início deste mundo
e com o que foi feito sem contar, sem sonhar, sem querer
e com o mundo que ficou pelo caminho e que não pudemos embalar
porque o que paira no ar não se diz de repente, antes sente-se, vive-se
e damos por nós a sorrir aos planos que ficam na gaveta, foi tão bom sonhá-los e ter agora a serenidade para os largar
damos por nós num lugar tão acertado, mesmo naquilo que sai de fazer das tripas coração, porque I bet we been together for a million years
é absolutamente *fascilante* (citando o meu filho)
apelo a sugestões
sendo que os DVDs do Noddy desapareceram e que apanho seca com os filmes da Barbie, alguém quer deixar sugestões de filmes se faz favor?
obrigadinhas
p.s. não tem de ser necessariamente do calibre "era uma vez", estou apenas a aproveitar para repetir o link tongue emoticon
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