Mostrar mensagens com a etiqueta curtas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta curtas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de março de 2016

para começarem o domingo com a magia da infância

o Chaparrito informou-nos que afinal já não quer ser bombeiro (como o bombeiro Sam), agora quer ser cavaleiro andante, como o D. Quixote, e sublinhou que também quer ser apelidado de "cavaleiro da triste figura"

olhou para o marcador do meu livro, em cima da mesa, e exclamou "que elefante tão lindo!"


é isto, senhores
não se aguenta, pois não? :)
Bom domingo,
Cipreste

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

a adopção - tema a tema

Eu tinha tantos planos para vos escrever nestas mini-férias de Carnaval, mas estivemos demasiado ocupados aos mimos e abracinhos pelo que os posts ficaram em banho-maria.
Sei que é uma queixa recorrente da minha parte, mas reparem nos posts que tenho em rascunho e respectivos temas em lista de espera:

Enxoval – quando nos tornamos pais de uma semana para a outra e temos de 1. Montar quarto e 2. Ter roupa e brinquedos à espera do(s) filhos(s)

O álbum de apresentação dos pais aos filhos

Álbum de vida, a continuação após o centro de acolhimento

Dias D - o primeiro encontro entre pais e filhos e todos os outros primeiros dias

As abordagens das equipas de adopção - o passo-a-passo visto cá deste lado

O encontro com a figura misteriosa “O Juiz” 

O grande dia - receber o cartão de cidadão, a imensa força da identidade

e, precisamente... identidade na adopção

Vinculação – o (duro) processo do parto de uma família

A relação entre o filme Divertida Mente e a adopção (não me esqueci que te devo uma resposta, Joana)

Outra resposta que te quero escrever, Joana, ou antes, não é bem uma resposta, mas tenho este tema em espera também – A mãe perfeita e outros perfeccionismos

Malditos pesadelos, homens e monstros maus!

Adopção aberta - afectos e laços e o seu lugar no presente

O cordão umibilical com o centro de acolhimento

Traumaversary

Adopção de crianças "mais velhas"

Adopção e escola

Adopção e... o resto da sociedade

Muitas novidades da Magnólia
E tantas outras do Chaparrito

~  ~  ~

Para já, deixo-vos com 2 curtas deliciosas do passado fim-de-semana:

Falávamos da evolução da espécie humana ao jantar (não me lembro como surgiu o tema) e a Magnólia muito confusa: 
- Mas a minha catequista de antigamente disse-me que foi o Edgar e a Eva que blábláblá…

Afinal, havia outro e nós não sabíamos :D


Ainda ao jantar, comentei “dá chuva” para o fim-de-semana pelo que seria provável o adiamento do cortejo de Carnaval. Mas o Chaparrito elucidou-me:
- Não, não, mamã, eu vi o tempo e eles dão arco-íris para sábado e para domingo
- Hm?
- Sim, sim, eu vi, tinha um sol e chuva 

Family- Rainbow Happiness, 2012

Há lá coisa mais boa?

Até já,
Cipreste

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

universos de pais e filhos

- Sabes que a Vera (nome fictício) é a minha namorada, certo, mamã?
- Certo
(relembro: o meu filho tem 7 anos)
- Pois, mas os pais dela não são como e tu e o papá, gozam com ela sobre os namorados e depois ela não lhes pode dizer.
- Ah, pois. (sei lá o que devo responder!)
- Pois. E agora a Vera deixou de dizer asneiras.
- Ah, estou a ver, a Vera dizia asneiras?
- Sim, dizia, mas agora não pode dizer porque os pais não deixam.
- Pois, faz sentido, dizer asneiras não serve para nada senão para se ser agressivo.
- Pois, e o pai dela diz asneiras. Ele pode dizer asneiras mas os filhos não...

cultura geral

era daqui que vocês viam filmes quando eram pequeninos?
pergunta a minha filha com este LP na mão


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

curtas

ele: mãe, porque é que nós vemos?
eu: como assim?
ele: porque é que nós conseguimos ver?
tento explicar as coisas pela biologia, mas...
ele: sim, mas às vezes estou a olhar para as pessoas e penso "porque é que nós vemos, porque é que não somos todos cegos?"

~ ~ ~

ele: mãe, como é que sabemos que as coisas são o que elas são?
eu: como assim?
ele: por exemplo, como é que sabemos que o café se chama "café"?

quarta-feira, 22 de julho de 2015

curtas

Chamo os meninos mas só ela comparece. Pergunto por ele ao que ela me informa que hoje ele só responde por "fada", chamo pela fada e lá surge por detrás da cortina com as asas e as antenas* de fada na cabeça

*a mim, parecem antenas, mas não sei se as fadas têm antenas

sábado, 18 de julho de 2015

curtas

Enquadramento da situação: ter uma mãe que fala português e um pai que fala alentejano

Os efeitos do bilinguismo, numa prova de nêsperas, a minha filha diz: É bom! Só que ainda não consegui perceber bem se sabe a maçã ou a pêro.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

curtas

07h15
Dar um beijo ao Chaparro. Lembrá-lo dos pormenores logísticos do dia. Dar outro beijo ao Chaparro.
Espreitar os meninos. Dormem ferrados.
07h20
Descer as escadas, engolir uma taça de cereais.
07h25
Pegar na trouxa, ouvir os passos de alguém no andar de cima. O «Bom dia, mamã» que se ouve ensonado. Chegar-me ao corrimão, «Quem está aí?», «Sou eu, mamã.», diz ele ensonado, «Estou na casa de banho», explica. «Bom dia, filho, a mamã já não consegue ir aí acima, estou mesmo de saída para apanhar o autocarro», «Está bem, mamã, até logo, tem um bom dia», «Para ti também, amo-te muito».

Fazer a viagem com um sorriso "parvo" na cara, rever cada segundo de beleza, dar graças por isto. Por tudo.
E o pormenor atencioso «tem um bom dia».
E a doçura ensonada com que repete «mamã».
Oh céus, quanta ternura consegue uma mãe aguentar?

This is bliss.