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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"um dia sem rir é um dia desperdiçado"

O pai à paisana fala aqui de cinema de animação e lembrei-me de vos contar que andamos a ver Charlie Chaplin.

A ideia foi do Chaparro (aliás, a colecção de DVDs veio com ele) e foi mesmo uma ideia muito boa. Charlie Chaplin tem TUDO. Tem vida, tem dor, tem amizade, tem amor, tem as dificuldades mundanas que vão desde os relacionamentos sociais à falta de dinheiro e à fome, tem música e tem riso. 
Tem fotografia, tem palavras. 
É absolutamente emocionante ver um filme do Charlot com os meus filhos, a alegria deles, a atenção, os “oh” quando uma cena mostra alguma injustiça. Ser testemunha da descoberta deles do Chaplin é daquelas coisas bem bonitas.

Chaplin é completo, é vida, é como dizia Niemeyer - a vida é rir e chorar a vida inteira.


Fica a sugestão.

Cipreste



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

o que eu gostava mesmo

Era de ter tempo e tranquilidade para me sentar a escrever (a melhor forma que tenho para arrumar as ideias sobre as quais matuto) acerca desta dualidade de ser uma pessoa que, por um lado, acredita numa parentalidade que se baseia na confiança e responsabilização das crianças por forma a dar-lhes a liberdade que merecem, mas que, ao deparar-se na parentalidade na adopção, se vê no papel que parece ser o da helicopter mom a quem todos gostam tanto de atirar pedras (sendo eu a primeira).
Gostava de escrever sobre como se vê a olhos nus o resultado do "tempo de qualidade" com os filhos.
A sério, os meus bichinhos têm um botão vermelho que liga assim que se passam uns dias menos "dedicados no tempo".
Aquela máxima de que os nossos filhos não precisam de bens materiais mas antes do nosso tempo é a mais pura das verdades.
Fizemos contas, muitas contas, pedi redução do meu horário e vou ter 3 tardes por semana para estar com eles, só com eles.
É agora ou nunca, é o tudo pelos meus filhos.
Os meus bichinhos.
Percebem? Não claro que não, pois se nem sequer estou a tocar o assunto pela rama.
Isto não é fácil, sabemos que há um comboio que nunca mais vamos apanhar (em comparação com as famílias biológicas) mas a vida deixa-nos sempre com o barómetro da biologia nas mãos e, embora o amor seja igual, nas nossas famílias - as famílias adoptivas, as coisas não são iguais às outras famílias.

O que eu gostava mesmo era de ter tempo e tranquilidade para escrever sobre isto e sobre como, oh, sim, é nisto tudo que acredito - obrigada, pai à paisana por nos arrumar assim estes assuntos tão bem arrumadinhos (no pun intended) (ah, e outro, oh, sim, eu também tenho especial embirração com os pontos de exclamação, principalmente quando vêm aos trios).

Enfim, o que eu gostava mesmo era de ter tempo e tranquilidade para escrever sobre isto.

Até já, ou assim,
Cipreste