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terça-feira, 29 de abril de 2014

Planos para amar - Parte II

Ainda não tinha afixado aqui a parte II da saga Planos para amar simplesmente porque não tinha fotografado as provas.
Alguns de nós somos mais tagarelas do que outros, entre mim e o Chaparro, a tagarelice está na mesma proporção de posts afixados no blog: 99% meus para 1% dele. Por vezes, comenta os posts que vou colocando aqui, ora na caixa de comentários, ora por e-mail, ora frente-a-frente. Desta vez, deixou este "comentário", que encontrei no dia seguinte a ter publicado o post, nas paredes da nossa casa:


Esta é uma parede de cerca de 50 cm que tem do lado direito a porta do nosso quarto e do lado esquerdo a porta do quarto do(s) nosso(s) futuro(s) filho(s), dá para espreitar o sofá-cama que ocupa o espaço enquanto não houver lá uma cama com destinatário(s) específico(s).

Todos os dias: o amor :)

Quem tem um Chaparro tem tudo.

Cipreste

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Planos para amar

Acho este miúdo genial na sua expressão dos sentimentos:



Eu também não gosto sempre das pessoas que amo, embora, enfim, são raras as vezes. E sei que é recíproco.

Sobre os Exercícios do futuro hipotético - coisas do contacto com a equipa de adopções, cujas ideias ando a tentar arrumar, sobram-me sempre duas coisas como as principais "campaínhas":

1. Por vezes, as marcas de se viver anos numa instituição - longe de um ambiente familiar, são mais intensas do que os traumas do passado, propriamente ditos.

2. Na sua maioria, uma das grandes dificuldades que as crianças adoptadas apresentam a início é a confiança no adulto. Estas crianças* não costumam sequer saber o que é acreditar que se é amado e que o amor dos pais é, não acontece apenas conforme os dias ou o humor das partes. Que os pais amam todos os dias, a cada segundo. Para sempre.

Tenho muita curiosidade (e medos) sobre este amor de que tanto se fala. Ando a confiar no futuro, é o que me resta em relação a este assunto.
Eu e o Chaparro escrevemos mensagens um ao outro nas paredes cá de casa, pela escadaria acima. Aguardo ansiosamente pelo dia em que vou escrever para, e com, os meus filhos, nas mesmas paredes.
Talvez uma mensagem assim:

via

Ou a promessa - que aos filhos podemos, e devemos, fazer esta promessa: para sempre.

Cipreste


* já sabem que detesto generalizações, certo? 

sábado, 21 de dezembro de 2013

"Acreditar é a grande lição", disse-me um dia o meu amor

Coisas do dia-a-dia: «- O Sr. Dr. deixa o meu marido ir passar 3 dias a casa pelo Natal. Ele ficou muito feliz, disse-me “Pronto, vou a casa pela última vez e depois venho aqui acabar os meus dias”. Sabe, fomos muito felizes durante 42 anos e nunca quisemos que nos escondessem nada. Então, eu disse-lhe “-Vês, amor, ainda voltamos a dormir juntos. Nós dois.”.»

20 de Dezembro - continuar a acreditar, contigo


Cipreste

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

escrever, apagar, reescrever, apagar de novo

Tenho tantas coisas para dizer, mas falta saber escrever o que nunca vai estar resolvido. 
Falta saber escrever aquele que não é o momento brilhante da minha vida, com um preço pago por  mim e por terceiros, inocentes.




Cipreste

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Adopção: sim, eu quero. sim, nós queremos.

traduzo uma passagem do meu primeiro texto sobre infertilidade


Quanta coragem é necessária para se decidir ter um filho?

Porque é que alguém há-de ter um filho? Qual é o sentido de trazer uma criança a este mundo doido, violento e hostil? A sério, porque é que alguém há-de sequer considerar toda a maçada e riscos envolvidos para amar alguém como se doa, mais do que alguma vez pensou conseguir amar (ouvi dizer que é qualquer coisa assim), e saber que essa vai ser a dimensão mais importante da sua vida até ao dia da sua morte? A única resposta que consigo articular é: sim, eu quero ter um filho. 

Acrescento ao texto inicial:
Sim, eu quero ter dois filhos. 
Esperem, deixem-me fazer as contas: com o enteado, são três! Sim, eu quero ter três filhos!

the animal print shop


Cipreste

segunda-feira, 12 de novembro de 2012