quarta-feira, 16 de março de 2016

mal-entendidos e a sensação de coito-interrompido

Quando estamos assoberbados de afazeres. Quando temos o cuidado de só assumir os compromissos que temos certeza de poder cumprir, para não falhar com ninguém. Quando temos um emprego e dois filhos e uma espécie de segundo emprego e nas últimas 3 semanas temos estado todos engripados à vez (daquela gripe que não nos faz aterrar mas também não nos deixa andar com a energia bem regulada). Quando temos relações que são muito frágeis e dessas relações sai um pedido de uma tarefa e nós dizemos “ok, mas por favor, esta semana não, só na próxima, ok? Para eu não falhar». Quando planeamos fazê-lo no terceiro dia da semana em que prometemos que iríamos tratar desse assunto e recebemos um telefonema e respondemos logo e bem dispostos «hoje vou tratar disso!”. Mas sai, sem estarmos à espera, uma rabecada velada em como não cumprimos a nossa promessa (aquela que fizemos questão de dizer que só esta semana podíamos despachar). E depois ligamos à segunda entidade a contar que isto se resolve, este mal entendido de que eu não tive boa vontade e que não tirei aquele bocadinho que podia ter tirado porque uma pessoa consegue sempre um bocadinho, basta orgnizar-se – afinal, se postamos no facebook é porque temos todo o tempo do mundo, oiço nas entrelinhas. E dizem-se muitas coisas, com muito cuidado para não desencadear um incidente diplomático. Mas, claro, não falta a alusão de que “não se me (a mim, Cipreste) pode dizer nada porque amofino logo, ou assim”. E dizem-se mais umas coisas com muito cuidado, trato eu disso, não,deixa, trato eu. Acabo por conseguir mostrar que tenho vontade sincera de participar na coisa e de tratar o assunto, porque sei que também é minha obrigação. Porque é. E, no meio disto tudo, o recurso a um bocadinho de chantagem emocional, para a coisa ficar completa.

E acabam ambos os telefonemas sem que eu tivesse oportunidade de poder dizer a ambas entidades que estava muito entusiasmada e queria mesmo era avançar com outro assunto: a proposta de passarmos uns dias das férias da Páscoa todos juntos.

Pois :(

Boa tarde,
Cipreste

1 comentário:

Joana Mendonca disse...

Oh... Odeio essa sensação de mal entendidos. Ando com uma há meses a chatear-me e sem a conseguir resolver... Espero que resolvas mehor que eu... Beijinhos