quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

internet e informação não tratada

Bom dia, pais de filhos com smartphones, tablets e computadores,

Digam-me como lidam com o acesso ilimitado (não nos iludamos) dos vossos filhos ao mundo?
Falo de crianças com 10, 11, 12 anos que, não nos iludamos, mesmo que não tenham dispositivos destes, acedem a elas ora através dos amigos, ora simplesmente através dos computadores das escolas.

Os nossos filhos têm o mundo nas suas mãos e eu acho que não têm maturidade para lidar com a grande parte da informação que lhes chega através de um clique.

Ajudai-me a lidar com este facto, por favor.

Grata,
Cipreste

5 comentários:

André disse...

Olá,

(ainda) não posso falar de experiência sobre filhos com essa idade, portanto sei que não ajuda muito, mas tenho boa impressão do site Common Sense Media (https://www.commonsensemedia.org) - que costumo usar para ver críticas a filmes, séries, etc, e ver se serão adequados à idade deles.

Além das reviews, o site também tem vários "guias". Na secção de "Parent Concerns", por exemplo, há umas série de artigos sobre lidar com ecrãs, média, conteúdo, etc, que pode dar boas pistas. Claro que depois há o problema dos "outros". Creio que a escola pode (ou deve) desempenhar um papel importante nesse sentido, promovendo sessões em que alguém (um pai, ou um especialista) apresentaria os "perigos" e uma série de recomendações para lidar com o online, etc; para tentar assegurar que pelo menos houvesse alguma uniformidade nos cuidados que os pais teriam com as configurações de segurança, alerta sobre problemas de bullying ou "estranhos", etc. Não sei se já existe, ou se seria fácil promover uma coisa destas... Boa sorte!

Mar disse...

Conversar, conversar, conversar, conversar.

E tenho acesso ilimitado ao telefone dele (sms, hangouts, telefonemas, etc). Bem sei que a privacidade e tal... mas ele tem 12 anos e eu sou mãe.

Lígia disse...

Confesso que esse tema tem sido um verdadeiro problema para mim... não concordo com o acesso que hoje em dia as crianças têm à informação e ao contacto excessivo com o "mundo", e parece que isso me faz retrograda e antiquada, mas, para mim, criança tem de ser criança e ingénua e livre de medos e dramas pelo máximo de tempo possível. Contudo, parece que sou das poucas que pensa assim por isso tenho de me adaptar... e a única forma que conheço e sei é com regras rígidas de acesso quando está em casa, e acompanhamento ao que acede, alertá-lo para os problemas do acesso ilimitado, quer com conversas que temos (quase diariamente) ou com programas que mostram as consequências do uso indevido e dos perigos da internet... depois é por o coração "ao alto" e, mantendo os olhos abertos, deixar correr... verdade que o meu filho vive apenas obcecado com os jogos o que torna mais fácil limitar o acesso, quanto ao que os amigos mostram, nada a fazer a não ser conversar sobre o assunto e sinto que a curiosidade dele tem diminuído!!!
Provavelmente não ajudei nada... mas tinha de dizer alguma coisa, como disse é um tema que me preocupa e assusta muito!!

Cipreste disse...

Obrigada pelas respostas, acho que vou fazer isso que a Mar diz.
um abraço

Olivia Batista disse...

Eu tento participar ao máximo nas "pesquisas" e viagens pela net... na escola a biblioteca tem algumas regras e vigilância.
Deixo o link para um texto muito bom de uma blogger que sigo:
http://teamwhitaker.org/2017/05/thing-failing-miserably/