quinta-feira, 1 de maio de 2014

manhãs na esperança

Dou conta que o acordar dos fins-de-semana e feriados está diferente nesta casa. Vamos dando lugar ao sonho e, por vezes, após darmos os bons dias um ao outro, há um que diz “vamos ver se os meninos já acordaram?”. E ficamos ali uns segundos com um sorriso feliz nos rostos. E prosseguimos com os dias ainda sem filhos. Digo "ainda" porque é essa a grande diferença entre o sonho de se desejar um filho biológico e o sonho de se desejar um filho adoptado – é certo que o filho adoptado vai chegar. Hoje acordei com o coração cheio de esperança, ouvi o silêncio desta casa e sonhei acordada e o coração conseguiu insuflar mais um pouco. Fiz o pequeno-almoço para ambos, o Chaparro já havia descido ao escritório pois anda em época de exames. Deu-lhe para estudar e está no 2º ano de um curso que lhe parece estar a encher as medidas, ou, pelo menos, tanto quanto pode um curso à distância preencher um trabalhador-estudante a quem as 8 horas são uma utopia mas que ainda assim consegue arrancar 18s e 19s e até 20s nos exames. O meu orgulho e um belo exemplo para o Freixo e para os filhos que haverão de chegar. Portanto, preparei-lhe um tabuleiro com um pequeno-almoço cheio de mimo. Fui consultar o e-mail à espera que já tivesse chegado uma mensagem que aguardo já há alguns dias: népia. Aproveitei e vi este vídeo que me enviou uma companheira de viagem na adopção, uma companheira que se me apresentou esta semana, através de uma "janela privada" [olá! :)]. Sabe tão bem falar com quem está no mesmo caminho. Encontro poucos lugares, pelo menos de comunidades portuguesas. Ou, então, sou eu que não sei procurar as comunidades online. Por vezes, sinto uma certa solidão “em português” nesta imensa rede internética ao explorar o assunto da adopção. Adiante, é apenas um desabafo. Dizia que vi o vídeo e cá estou, com o coração ainda mais um bocadinho insuflado. Destaco duas passagens que me tocaram especialmente, por volta do minuto 13 e depois a partir do minuto 27. Tenham um bom dia do trabalhador. Mais logo, hei-de marchar um pouco em comemoração do 1º de Maio e voltar para casa com um cravo na mão. Agora vou jardinar um pouco, se é que se possa chamar de jardinar a tratar de um canteiro de 5x1,5m :) bom dia.

Cipreste


2 comentários:

Joana Mendonca disse...

Em português há pouca coisa...ha pouco habito de partilha, uma sociedade ainda pouco educada, e alem disso, a adoção ainda é um pouco tabu, embora muito menos do que há uns anos. Eu acabei por me virar para sites e comunidades em língua inglesa...

Cipreste disse...

há o forum da APF e outro fórum no yahoo para o qual pedi entrada há imenso tempo e nem sequer me responderam...

temos de nos ir agarrando a quem encontramos :)