quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

the boss

Sigo esta moça pelo facebook, mais do que pelo blog.

Tenho andado apreensiva com os dias da minha família, devido à discrepância entre aquilo que eu penso que todos somos capazes de fazer, aquilo que desejamos de facto (para si e para a vida em família) e aquilo que concretizamos e que tem sido muitas vezes preocupante para todos nós.

Dou por mim no site da wook a ler a sinopse do livro desta mãe que é a chefe e sinto um arrepio na espinha (assim mesmo, espinha e não coluna):

«Quantas vezes deixamos os nossos filhos na escola e vamos para o trabalho a pensar «por que é que temos sempre de nos aborrecer logo de manhã uns com os outros? Por que é que as coisas não correm bem?» Prometemos que quando os formos buscar, as coisas serão diferentes. Planeamos actividades para fazermos no final do dia, idealizamos os momentos que queremos viver, para depois esbarrarmos no cansaço deles [e no nosso] e é o «vira-o-disco-e-toca-o-mesmo». Zangamo-nos, gritamos, afastamo-nos e sentimos o nosso coração a ficar pequenino porque sabemos que não é nada daquilo que queremos... Mas há formas simples e práticas de dar a volta ao texto e de educarmos crianças resilientes, positivas e felizes, sem abdicar da autoridade, mas equilibrando tudo com mimo, empatia, carinho e amizade. Basta percebermos o porquê daquela birra que aparece vinda do nada, aprendermos a falar com os nossos filhos, tendo em conta não só o que dizemos, mas também como dizemos. Magda Gomes Dias, especialista em Coaching e Aconselhamento Parental, através de uma linguagem prática e directa, e recorrendo a exemplos do dia-a-dia e muitas sugestões, apresenta-nos um livro fundamental para desfrutarmos a 100% da relação com os nossos filhos. Porque se a relação parental for equilibrada, pacífica e saudável, sobrar-nos-á tempo para vivermos em conjunto a felicidade de sermos pais e filhos.»
(sublinhado, itálico e negrito são meus)

Ah, pois, então era só isso que me estava a faltar? Duh para mim. Ok, logo já resolvo os problemas todos. É só aplicar.

Das duas, uma: ou esta mãe consegue ser mesmo a chefe e eu andava desencontrada da minha guru, ou houve aqui um erro crasso de marketing... falta ali o espaço para a falha, mesmo que esteja no interior do livro.
Esta sinopse afasta logo os... como eu.

Era só isso. Ando um bocado embirr... intransigente, ou lá como se diz.

Bom dia, de novo,
Cipreste


4 comentários:

Lígia disse...

Concordo totalmente!!! Cada vez que leio estes excertos tenho vontade de atirar pedra a quem o escreveu (não literalmente, claro!!) mas a verdade é que fazem parecer tudo tão simples tão fácil que, a mim, ainda me cria mais frustração por não conseguir por em prática todos os dias estas teorias!!!! ÁS vezes parece que escrevem apenas para deitar a baixo os pais!!! :s

Cipreste disse...

:D pelo menos não estou sozinha na irritação

Aquele "basta" deu cabo de mim :)

Joana Mendonca disse...

Confesso que tenho com ela um sentimento dual, entre a irritação e a concordância, mas gosto muito mais daquela serie de livros "how to talk..." Que vão muito na mesma onda, mas não têm o crivo de "mãe perfeita", nem de "Boss". E sao mais terra a terra, feitos de pais para pais, numa perspectiva de partilha. Tambem li o "between parent and child" que gsotei muito. Felizmente, isso da perfeição na maternidade não existe, se nao estavamos feitos (ando ha imenso tempo para escrver sobre isso)!

Cipreste disse...

mixed feelings, é isso :)
e concordo com tudo o resto que dizes

não conheço o between parent and child